Contos, lendas e apresentações culturais marcaram o IV Encontro de Literatura Amazônica: Amazônia, Mito e Imaginário – Uma “Metáfora do Real”, no último sábado, 26, na Faculdade Integrada Brasil Amazônia - FIBRA. 

No início do evento, a professora Aline Monteiro, agradeceu a participação dos alunos e escritores paraenses presentes no encontro. Logo após, Mara Almeida, destacou o primeiro livro “Terra Verde”, de Eneida de Moraes, além dos versos de “Bailarinas”, na qual a escritora faz uma analogia entre as mangueiras de Belém, em outubro no Círio.

Em seguida, o “Mito e Imaginário na obra de Inglês de Souza”, com os alunos Lorena Lima e Orleno Miranda foram apresentados. O estudo foi do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC dos discentes.Segundo o coordenador do curso de Letras, Gabriel Lage, o evento visa engajar os alunos para conhecer sua própria cultura local. Ele destaca que o encontro é fruto do trabalho do professor Marcos Valério, que ministra a disciplina de Literatura de Expressão Amazônica. “Os discentes trabalham as comunicações, estudam, pesquisam sobre os autores de Belém, e acabam sendo um meio de reprodução da nossa cultura”, pontuou.

Poemas da cidade de Belém, também foram apresentados pela Jornalista, escritora e poeta, Marília Menezes, 86 anos. Com três poesias que receberam o prêmio da Academia Paraense de Letras, seu último livro é uma junção da escritora e de seu pai Bruno de Menezes, com poemas dedicados à Belém chamado “Uma Obra e dois autores”.

Além disso, ocorreu a mesa-redonda com a temática “Mito e Imaginário” – A metáfora do real. O diálogo contou com os escritores paraenses, Walcyr Monteiro, jornalista, professor, escritor e tem vários livros publicados, entre eles, “Visagens e Assombração de Belém”, além de Preto Michel, que falou do seu livro “O assovio da Matinta Perera”,suas obras trabalham a literatura negra periférica. O debate teve mediação do coordenador do curso Gabriel Lage e professor Marcos Valério.

Marcos Valério colocou em questão a pergunta: Que Amazônia está sendo representada tanto na literatura quanto na mídia? Segundo Marcos, ainda há uma grande distorção quando se fala da Amazônia. “O ser humano precisa está presente nessa perspectiva de imaginário. Por isso, é importante debates como esses para corroborar, para que a disseminação de obras de autores seja consequência de estudos e pesquisas”,explicou.

O escritor Walcyr Monteiro finalizou a mesa- redonda, com apresentações de suas obras, prêmios, homenagens e frisou a importância de suas obras para identidade cultural. “Não gosto de usar a palavra imaginária, pois foge do real. Em todas minhas obras, contei fatos reais e com a própria linguagem das pessoas. Mas, certamente precisamos reviver a literatura amazônica e não deixar perder essa nossa história”, comentou.Os alunos do 7º semestre de Letras finalizou o encontro com a peça da Matinta Perera.